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Lara já tem um consulado honorário há dez anos
O Consulado ajuda a comunidade em todo o tipo de questões

Carla Salcedo Leal
csalcedo.correio@gmail.com


Há dez anos que o Consulado Honorário de Barquisimeto funciona nesta cidade, presidido desde o início pelo cônsul Pedro Ferreira, sempre atento e aberto aos pedidos de quem lhe pede ajuda.

Por ser honorário, o consulado tem todas as funções autorizadas pelo Ministério de Relações Exteriores menos tratar do passaporte português, processo que deve ser tratado directamente no Consulado Geral. Actualmente a instituição atende os casos do estado Lara e seus arredores, e as pessoas vão a este consulado pela proximidade com as suas regiões. “Barinas, Portuguesa, Falcón, Trujillo e de vez em quando aparece alguém de Táchira ou de Mérida. Atendemos quem apareça e que seja português, e se não for português e quiser alguma consulta, também atendemos”, disse Ferreira.

Se bem que a emigração de Portugal para a Venezuela tenha diminuído, uma das funções importantes dos Consulados Honorários é contabilizar os cidadãos portugueses e luso-descendentes que vivem na região, motivo pelo qual o cônsul Pedro Ferreira adianta um número importante. “Temos uma quantidade de pessoas registadas no consulado, mas segundo números não oficiais, há cerca de 10 mil portugueses e luso-descendentes na região”, comenta.

“Os portugueses estão integrados ainda que não como se quer. Aqui temos dois bons clubes e dá a impressão de que a nossa gente não está a participar muito por razões óbvias, como a insegurança, mas esses são espaços que se criaram com a finalidade de que possamos conviver”, diz Ferreira, sobre o desenvolvimento da comunidade em Lara.

Através do Consulado de Barquisimeto, os cidadãos portugueses também podem aderir aos diferentes programas promovidos pelo governo luso.

No que diz respeito ao desenvolvimento da língua portuguesa, o cônsul destacou a necessidade de iniciar com prontidão programas de ensino. “Infelizmente não temos tido apoio, apesar de termos os professores. Através dos nossos clubes, estamos a tentar a possibilidade de abrir os cursos e inclusive trazer novos professores, porque temos uma grande comunidade e não apenas de luso-descendentes que querem aprender mas também há muitos venezuelanos interessados no nosso idioma. É muito importante que se alguém quiser aprender o nosso idioma, nós possamos ajudar.”


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