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"Um reconhecimento para a comunidade"
Correio da Venezuela
foi distinguido com
o prémio
Correio da Venezuela
“É um reconhecimento que premia o trabalho que o CORREIO vem realizando junto da comunidade portuguesa da Venezuela e também todos os portugueses que residem e trabalham neste país”. Foi com que estas palavras, em jeito de homenagem, que o director do nosso semanário, Aleixo Vieira, começou por reagir à atribuição do prémio para a Comunicação Social a este órgão de imprensa, revelado na sexta-feira, 23, durante uma gala que teve lugar no Convento do Beato, em Lisboa.
Na hora da consagração, Vieira fez questão de sublinhar que a decisão do júri, mais do que distinguir o semanário representa um reconhecimento do “importante trabalho, através de várias iniciativas abrangentes, que a comunidade lusa vem realizando na Venezuela”. Neste sentido, o director do CORREIO observou que a Venezuela tem “muito talento português para mostrar em eventos como o concurso Prémios Talento”, daí que tenha apelado a todas as “’forças vivas’ da comunidade para apoiarem e incentivarem os muitos portugueses e seus descendentes talentosos que vivem e trabalham neste país a apresentarem candidaturas à próxima edição do concurso”.
Vieira agradeceu ainda a colaboração e o apoio que o DIÁRIO de Notícias da Madeira vem prestando ao CORREIO, daí que também tenha feito questão de partilhar o prémio com a administração e os profissionais deste órgão de Comunicação Social.
As autoridades diplomáticas e consulares destacadas na Venezuela também não foram esquecidas pelo director. “A comunidade portuguesa da Venezuela está a ser tratada, nos últimos anos, como nunca foi por parte da Embaixada e consulados”, observou.
Sérgio Ferreira, chefe de redacção do CORREIO, também não deixou agradecer a “excelente oportunidade” que o concurso possibilitou às comunidades lusas espalhadas pelo mundo.
Ambos endereçaram um “agradecimento especial” à RTP, por “ter mostrado o que os portugueses e os seus descendentes estão a fazer realizar longe de Portugal”. Coube ao editor executivo da RTP, Luís Castro, entregar o prémio ao representante do nosso semanário. Recorde-se que Luís Castro foi o jornalista enviado à Venezuela pela estação de televisão do Estado português para cobrir as incidências da tragédia de Vargas.
Ao encerrar a gala, cujo espectáculo contou com as actuações do artistas de renomeada como Pedro Abrunhosa ou Carlos do Carmo, o secretário de Estado das Comunidades, sublinhou a “coragem” dos candidatos e nomeados em permitir que o seu currículo fosse “escrutinado” num concurso.
Mas foi um desafio que os portugueses e seus descendentes não podiam deixar de “enfrentar”, tal como “o fizeram quando tomaram a decisão de deixar o pais à procura de uma vida melhor”. Necessidade que, lembrou, “já não se verifica actualmente”.
Em declarações aos jornalistas no final da gala de atribuição dos prémios, que se realizou no Convento do Beato, em Lisboa, António Braga, mostrou-se “orgulhoso” com a iniciativa e lembrou que “há razões para Portugal acreditar em si próprio”.
“Numa altura de crise como esta, que não é só económica, estas iniciativas podem ajudar a puxar pela auto estima. Estes talentos são motivo de orgulho e significa que somos capazes”, sustentou o responsável.
Doze portugueses ou representantes de entidades que vivem ou operam no estrangeiro foram distinguidos sexta-feira, em Lisboa, com os Prémios Talento 2009, atribuídos pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, através da Secretaria de Estado das Comunidades.
Os vencedores da quarta edição dos Prémios Talento receberam uma obra do escultor Charters de Almeida.
12 galardoados
› Na categoria Artes do Espectáculo, o vencedor foi Victor de Sousa Castro, do Brasil, que já participou em inúmeros eventos e concertos de nível internacional e cuja crítica o adjectiva como o “virtuoso executante de violão e guitarra portuguesa”.
› Na área de Artes visuais, foi distinguido Benjamin Marques, o único artista pintor de Arte escolhido para representar a França na Exposição Mundial de Lisboa.
› O prémio Associativismo foi atribuído à Associação Portuguesa Cultural e Social de Pontault-Combault, também de França, que desenvolve acções sociais de relevo, promove animações socioculturais, integra actividades para os jovens e organiza cursos de língua portuguesa.
› Na categoria de Ciência, foi distinguido Hélder Almeida Santos, da Finlândia, que, com apenas 26 anos, obteve o doutoramento em ciência e tecnologia, tornando-se no mais jovem doutorado de sempre a completar os estudos no Laboratório de Química-Física e Electroquímica da Universidade de Engenharia da Finlândia.
› Na Comunicação Social, o vencedor foi o jornal Correio da Venezuela, cujo galardão foi recebido por um jovem jornalista que dedicou o prémio às novas gerações desta área.
› Visivelmente emocionado, Aníbal Marques, do Luxemburgo, venceu o prémio Desporto, reconhecido pela qualidade de atleta halterofilista, tendo vindo a acumular títulos na modalidade de Powerlifting.
› O prémio Divulgação da Língua Portuguesa foi atribuído a Matilde Teixeira que, além da publicação de artigos em revistas especializadas sobre a nossa língua, foi membro da equipa de concepção de manuais didácticos para o ensino do português no estrangeiro.
› Na área Empresarial, foi distinguido Manuel Silva, um empresário com negócios reconhecidos em vários países da Europa e na África Subsariana.
Na categoria Humanidades, o prémio foi para Manuel Oliveira, da Santa Casa da Misericórdia de Paris.
› O prémio Literatura foi atribuído a Anthony Sá, do Canadá, entregue pelas mãos de Maria Barroso, presidente do júri.
› Na Política, o vencedor foi Horácio Gonzales, um dos mais destacados membros da Câmara de Deputados em Buenos Aires, Argentina, sucessivamente reeleito.
› Finalmente, na área das Profissões Liberais, foi distinguida Carla Bohl, engenheira, residente na Austrália.
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